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Minha História

NEIDA ROCHA (Neida da Costa Rocha) nasceu na Vila Harmonia, em Canoas/RS, dia 1º de fevereiro de 1954, Aquariana com ascedente em Peixes, filha de José Lopes da Rocha e Tereza da Costa Rocha, criada entre dois irmãos (Nei e Sidnei).

Em 1966, aos 12 anos sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus e em conseqüência, uma parada cardíaca, que deixou cicatrizes em seu corpo e sua alma.

Aos 18 anos foi Rainha do Colégio Comercial Protázio Alves.

Na Páscoa de 1973 seu irmão (Nei) passa pela transição.

Aos 19 anos iniciou a Faculdade de Nutrição (Unisinos/RS) o que interrompeu para casar.

Em 1977, grávida, mudou-se, com o marido, para Blumenau/SC.

Em 1978 deu a luz ao seu primeiro filho, Oliver Ney.

Em 1980 escreveu poema PÁSCOA em homenagem ao irmão falecido.

PÁSCOA

Era Páscoa!
Tu te foste sem um adeus,
sem uma despedida.
Tu te foste sem palavras.
Tu és sempre
motivo de lágrimas,
pois cada vez que em ti penso,
os meus olhos brilham
e há sempre
uma lágrima
querendo rolar.
Tu fizeste muito,
mas muito mais
poderias ter feito.
Como Jesus,
tinhas seguidores!
Era Páscoa!
Como Jesus,
que ressuscitava,
tu morrias
e nascias para
a Vida Eterna!!!

O poema foi publicado no Jornal Correio do Povo (Porto Alegre/RS), iniciando assim, sua vida literária.

Em 1987 deu a luz ao seu filho, Otávio Luis.

Sofreu alguns abortos e escreveu o poema: ANGEL.

ANGEL

Pequeno anjo
que busca a Luz.
Reflete
o Amor transcendente.
Busca a Paz
no convívio com os seus.
Alimenta-se
do Amor Fraterno.

Aos 45 anos retomou os estudos e aos 50 anos concluiu a Faculdade Letras (Português/Inglês) e aos 53 Pós Graduação (Língua Portuguesa) - FURB/SC.

Eterna Buscadora, é Rosacruz, foi Mestre e Monitora Regional em SC.

Em 2000 sua mãe sofreu um AVC e perdeu o movimento do lado direito do corpo e 80 % da fala. Para ela, Neida escreveu o poema: MÃEZINHA.

MÃEZINHA

Tua Metade adormeceu!
Tua voz calou!
Teu braço caiu!
Tua perna parou!
Estás incompleta!
Estás pela metade!
No entanto,
teu coração está vivo
e a metade que funciona
é justamente onde está teu coração.
Agradeço por poder te dedicar
uma parcela do amor,
que tanto me dedicaste.
Sei que tudo isso é passageiro
e que tua garra e tua vontade
te levantarão mais cedo
do que todos pensam.
E sem ter que provar
nada, a ninguém,
breve estarás “inteira”.
E quero ainda dizer-te,
que mesmo estando incompleta,
és mais completa do que muitas “perfeitas”!

Em 2006, os pais visitaram a filha para o casamento de Oliver.

Seu pai, que cuidava de sua mãe, passou pela transição, me Blumenau, 5 dias antes do casamento do neto. Para o pai, Neida escreveu o poema: MEU PAI.

MEU PAI

Meu pai não me pariu.
Meu pai não sofreu as dores do parto.
Meu pai não me amamentou.
Minha mãe padeceu no paraíso
e meu pai estava na porta.
Meu pai foi meu ídolo.
Meu pai foi meu algoz.
Meu pai foi meu sustento.
Meu pai calou nos momentos certos
e falou nos momentos necessários.
Meu pai deu-me sua bênção.
Meu pai foi um exemplo.
Meu pai plantou uma árvore.
Meu pai teve um filho, ou melhor, três.
Meu pai escreveu um livro.
Meu pai perdeu um filho.
Eu pari o livro do meu pai
e dei a luz aos meus dois filhos.
Meu pai foi sábio.
Sou o reflexo do meu pai.
Sou o reflexo do seu reflexo.
Meu pai, EU TE AMO!

Em 2007 abandonou um casamento de 32 anos e por isso alterou seu nome literário (Neida Wobeto).

Após 30 anos residindo em SC, retornou a sua terra Natal.

Neida aliou as tarefas de cuidar da mãe com a prática literária até junho (2010) quando faleceu sua mãe.

Tem 10 publicações individuais e participação em 64 Antologias com Contos, Crônicas e Poemas.

Em agosto tomou posse na Cadeira 1 da Academia de Letras do Brasil - Canoas/RS.

Todos os direitos reservados a Neida Rocha. Os textos podem ser copiados, desde que citado o nome da autora.