Prêmios

Em 2013 - 9º lugar no X Concurso Literário virar-te com o Poema RETRATO DE FAMÍLIA

RETRATO DE FAMÍLIA

Solitários,
na parede pálida,
os sorrisos perpétuos
insistem em relembrar
a alegria do momento.
Os olhares perdidos,
na lente,
revivem cada segundo
pela eternidade.
O segredo de cada coração
ficou no limbo da mudez,
enquanto a moldura
aconchega
as traças da saudade.
Hoje,
o retrato vela o sono
do semblante sereno
da maturidade.

Em 2011 foi indicada à Coordenadora do Núcleo Canoas/RS da União Brasileira de Escritores (UBE).

Em 2011 organizou a Coletânea Joaquim Moncks & Amigos (série Amigos) pelo Núcleo Canoas/RS da UBE.

Em 2011 foi eleita Patrona da 27ª Feira do Livro de Canoas/RS.

Em 2011 recebeu o Prêmio Destaque no III Concurso Claudionor Ribeiro de Contos da ACADEMIA CACHOEIRENSE DE LETRAS, com o Conto ESTRANHA REALIDADE..

Em 2010, Destaque Cultural - Revista Símbolo - Canoas/RS.

Em 2010 foi empossa na Cadeira RS/Canoas-01 – Academia de Letras do Brasil

Em 2010 recebeu MENÇÃO ESPECIAL no VIII Concurso Literário Luciana Barbosa Nobre da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro com o poema: E AGORA, O QUE FAÇO?

E AGORA, O QUE FAÇO?

Encontrei-te.
Conheci um pouco de ti.
Mostraste a mim o teu mundo.
Fizeste-me sonhar.
Sonhaste comigo.
Deste-me a mão
e eu subi nas estrelas.
Encontrei teu sorriso
estampado nas nuvens.
Resgatei a menina perdida.
Cruzei o Portal da imaginação
e encontrei o menino assustado
querendo ser percebido
e carente de amor.
Viramos adolescentes
desejosos de toques.
Voamos livres pelas malhas da noite
quando nossas almas se encontram.
Aprendi a te amar.
E agora, o que eu faço?

Em 2010 representou o Rio Grande do Sul na Pré Conferência do Livro, Leitura e Literatura, em Brasília.

Em 2010 representou a Região Sul na II Conferência Nacional de Cultura, em Brasília.

Em 2009 premiada no IV Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia/2008 com o poema: REENCONTRO DE ALMAS

REENCONTRO DE ALMAS
 
Nossos caminhos se cruzaram
e surgiu a amizade sincera.
A estrada solitária
refletia as emoções sentidas.
O destino nos afastou
e seguimos adiante.
Mesmo fatigados
e cobertos de chagas,
reflexo do sofrimento,
nos visitávamos em sonhos.
Nossa distância era rompida
pelos caminhos solitários
da tristeza adormecida.
Outro desatino abraçou-nos
e entre lágrimas nos consolávamos.
A distância desapareceu
e a virtualidade aproximou-nos.
Resgatamos a saudade
e o sentimento adormecido
despertou pulsante
enquanto aceitávamos
ressurgir das cores vibrantes,
reflexo da certeza infantil
na alegria madura.

Em 2009 recebe Menção Honrosa (12º Prêmio Missões - Roque Gonzales/RS)

SÚPLICA DE UM VELHO PAI

Velho peão abandonado,
fez das tripas coração
para que seu rebento
fosse doutor.
Trabalhou dias a fio,
sem pensar em si somente,
tornou-se um galponeiro,
tendo como cenário,
as guampas dos novilhos,
que serviam de ouvidor
ao gaudério solitário.
Cada vintém que conseguia
mandava logo pro guri
pois queria
que ele trouxesse
muito mais do que lá havia,
queria conhecimento
muito mais do que sabia.
Os anos foram passando,
e o velho matungo,
que trabalhar não mais podia,
pensava que o investimento
era hora de voltar.
Uma carta bem saudosa
pediu ao capataz
que escrevesse,
pro filho pra cá voltar
e sua velhice amparar.
Os pilas que agora tinha
não chegavam para comer
e trocava seus pertences,
mano a mano,
cada vez que mais não tinha,
por comida e farinha,
pra poder sobreviver.
Filho ingrato que não vinha
ver o pai no fim da vida,
que já não mais podia
custear a mordomia
do pampeano migrador.
E no sopro do minuano,
o velho ancião sonhava
com a volta do filho pródigo,
que voltasse ao rincão e
trouxesse seu sustento
pois carecia descansar.
O tempo foi passando,
rasgando impiedosamente
dia após dia,
as folhas do calendário.
E o guerreiro solitário
foi chamado
pro galpão celestial.
Conta a lenda
que até hoje,
ouve-se a lamúria sangrenta
do respeitoso macanudo,
que na tapera abandonada
seu filho quer ver chegar.
E hoje, o filho do gaúcho,
vive infeliz a rezar,
pedindo a todos os santos,
para seu pai o perdoar.
Em noite de lua cheia,
um lamento rasga o ar,
pedindo, em gemidos,
em baixo do maricá,
volta pra casa, meu filho,
venha comigo matear.

Em 2009, foi votada por unanimidade para receber o Título de Mérito Literário "Francisco Lagreca", autorizado pela Lei 4426/98, Alterada pela Lei 4923/2000, que instituiu no município de Piracicaba os Diplomas e Láureas do Clube dos Escritores Piracicaba, pelo muito que tem feito pela Literatura e pela Cultura, nestes últimos dez anos que tem participado como Acadêmico do Clube.

Em 2009, teve o 8º lugar no XXVII Concurso Internacional Literário, na categoria de Poesia da Edições AG.

VIVER ETERNO

A Mangueira e o Abacateiro,
compadres nesta jornada,
dividem o cenário do pequeno espaço gramado.
Sussurram os segredos de suas vivências,
enquanto aguardam
o amadurecimento de seus frutos.
Não lamentam a florada passada
e nem questionam
a quantidades dos próximos frutos.
Apenas vivem o instante,
cruzando seus galhos
em um afetuoso abraço.
Aceitam a presença de outras espécies,
enquanto cumprem suas missões silentes
na jornada da Vida.
Querem apenas acompanhar o viver humano
que esqueceu de contemplar a beleza
do Viver Eterno.


ÁRVORES SÁBIAS

Domingo de Primavera.
Vinte e seis graus.
Fecho os olhos
e ouço a natureza.
As arvores não falam.
Apenas são.
Não ouço sua memória,
torturando-se,
com a imagem distante da semente.
Não percebo sua ansiedade,
projetando sua vida para a velhice.
A Vida em si apenas É.
A árvore está presente
com seus galhos e folhas,
sem questionamentos.
Vive apenas na plenitude do instante,
consciente de sua importância
no contexto do cenário.
Aceita os pássaros solitários
que repousam em seu viver.
Sente o roçar
dos insetos turistas em sua superfície.
Abana-se com suas próprias folhas,
embaladas pelo vento
e refresca-se do sol,
aguardando as gotas de chuva
de seu banho salutar.
Em seu silencio meditativo,
sente em suas veias,
o fluxo da seiva divina,
alimento do seu viver.
Em sua sabedoria,
observa os humanos,
que buscam o instante ausente,
sem perceber a plenitude
do Eterno AGORA!

Em 2009, menção Honrosa no Concurso de Poesia Minirrevista Literária Contando e Poetizando.

PALAVRA
Palavra...

Som da matéria.

Som do sentir.

Palavra

é

rótulo.

Palavra limita.

Palavra é o nome da coisa...

Palavra não é a coisa.

Cada coisa é...

Em 2008 - Menção Honrosa II Concurso Nacional de Poesias da Academia Itajubense Letras: VIVER SOLITÁRIO

VIVER SOLITÁRIO

Teu viver é solitário.
Buscas refúgio na labuta diária
ocupando teus dias
com tarefas necessárias.
Tua mente busca refúgio
no labirinto da memória,
desejando visualizar
a imagem transparente da mocidade.
Tens consciência da solidão
e permites divagar
nas veredas cintilantes do irreal,
procurando encontrar minha alma
no portal do alvorecer.
Nosso encontro
é concretizado em sonhos
e vagamos pelo etéreo,
confiantes
da concretude
do amor maior,
com a certeza
de que o amor
é transcendente.

 

Em 2008 - Participação no CONCURSO POESIA NO ÔNIBUS - 2008 da Casa do Poeta de Canoas em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes de Canoas e Empresa de Transporte Coletivo SOGAL, com o pomea: BALA ACHADA.

BALA ACHADA
 
Foi dada a partida!
O tiro foi ouvido
e seu som ecoou nos tímpanos.
O projétil seguiu seu caminho
e cumpriu seu destino
sem saber qual sua missão.
A violência urbana reflete a carência de sentimentos.
A bala inocente segue seu caminho
sem desviar-se de seu propósito.
A retidão (caminho reto) de conduta
deveria ser humana,
mas é a bala perdida que alcança seu objetivo
enquanto os homens desviam-se do seu,
até serem atingidos por uma bala achada.

Em 2008 recebeu o 10º lugar no XXVI Concurso Internacional Literário, na categoria de Poesia da Edições AG. com o poema ENTRE O NASCENTE E O POENTE e o O CAMINHO DE CADA UM.

ENTRE O NASCENTE E O POENTE

Entre o nascente
e o poento do Astro Rei,
as vidas se transformam.
Surgem novos amores,
novos valores
e a vida muda de cara.
Para muitos,
a rotina é a mesma,
dia a dia.
Para outros,
acontecem revoluções.
Vivemos a dualidade.
Podemos escolher as mudanças
ou aceitar o destino.
Ao findar de cada dia
somos diferentes.

O CAMINHO DE CADA UM

Sigo um caminho
que foi traçado,
muito além do meu entender.
Fico horas meditando,
procurando uma resposta.
Tenho sede de saber.
E pergunto a mim mesmo,
por que sou feliz ou infeliz.
Sinto fome de viver.
Mas como sei que tudo passa,
só não passa o meu saber.
Fico horas meditando,
sem saber como e porque,
mas de tudo eu concluo,
sou eu que faço o meu caminho,
eu não posso ser você.
Já pensei em minha vida,
querendo ela mudar,
mas enquanto a vida passa,
não consigo mudar nada,
pois tudo que nela eu passo,
paro e penso:
"que o meu caminho eu traço",
e nesta vida sigo em frente,
eu só quero é viver.

Em 2008 recebeu "Troféu Coruja" - 2º lugar na Categoria Especial no X Concurso Nacional de Poesias do Clube dos Escritores de Piracicaba/SP com o poema "INTERNET DA NATUREZA".

INTERNET DA NATUREZA

Meu escritório é a praia.
Meu computador é o mar.
A Internet é invisível
e a conexão é perfeita
e permanente.
As ondas emocionais
fazem com que eu
comunique-me
com meu interior.
As mensagens são ouvidas
no interior de mim mesma.
Não envio mensagens
a ninguém em especial
e sim à humanidade.
Minha caixa
de mensagens recebidas
é infinita.
A mais importante de todas
é a assinatura personalizada
refletindo minha alma.
O papel de carta
de meus textos
é a Paz Profunda.

Em 2008 foi selecionada para a 17ª edição do Concurso Poemas no Ônibus e no Trem com o poema SONS DA NOITE.

SONS DA NOITE

Os sons da noite
me acalentam.
A brisa suave
envolve
meu corpo.
Ouço a madrugada.
Fecho os olhos
para pensar.
O dia inicia
com os mesmos
questionamentos.

 

Em 2008 ficou entre os 20 finalistas do Prêmio UFF de Literatura com a crônica CARTA A MINHA NETA ADULTA (conversa de mulher para mulher).

Foi Vice-Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau/SC (2007).

Em 2007 concorreu à vaga da Academia Catarinense de Letras.

Em 2006 - 1º lugar Concurso Poemas nos Ônibus, em Gravataí/RS com CACHECOL.

CACHECOL

Nas malhas da vida,
ponto a ponto,
tracei meus sonhos.
Fundi meus sentimentos
na rede de ilusões.
A malha trançada
resultou em longos braços
que se cruzam
para afagar-te.
Fecha os olhos
e sente meu abraço distante,
acompanhado pelo
aroma do meu amor.

Em 2006 - Troféu Gigantes em Blumenau/SC

Em 2006 – Comenda Letras Catarinenses.

Foi Presidente da Sociedade Escritores de Blumenau (2005 e 2006), publicou três livros da entidade (Um Rio de Letras II, III e Histórias de Natal) e mediou junto ao Prefeito, o espaço para as Artes e Letras (Kunstgarten) em Blumenau/SC.

Em 2005 Moção de Louvor Câmara Vereadores Blumenau/SC.

Em 2004 – Menção Honrosa VI Concurso Nac. e Internac. De Contos e Poesia Nuno A Pereira Rio de Janeiro poema PORQUE SOU POETA.

PORQUE SOU POETA

Porque busco viver
os sentimentos da vida,
acreditando na felicidade
como meio para a vida.
Porque sinto a beleza de estar viva,
querendo apenas sentir o sabor do amor,
ouvindo a brisa que desce lentamente,
entregando minha alma ao cósmico.
Porque acredito que a vida vale a pena.
Porque sonho acordada
e vivo o sonho de ser feliz.
Porque vivo a felicidade eterna
com lacunas de alegria.
Porque agradeço
o poder de sentir e a liberdade
de dizer meus sentimentos
com a emoção de estar viva.

Em 2004 - 1º lugar do Concurso do Dia dos Namorados (Programa Conexão Direta, da TV Galega/SC) com a frase:

“SINTO SAUDADE DO QUE NUNCA DISSESTE”

Em 2003 - 3º lugar do Concurso Piracicaba com o Poema: VIAGEM ASTRAL

VIAGEM ASTRAL

Planas sobre mim,
querendo descansar
teu corpo etéreo
sobre o meu físico.
Consegues me localizar
somente pela luz
da minha essência.
Queres partilhas
teus momentos comigo.
Nossas almas se encontram
e seguimos, de mãos dadas,
pelo espaço aéreo,
divagando lentamente,
deslizando suavemente pela noite.
Somos energia da mesma essência.
Somos feitos da mesma matéria
que não é física.
Nossa matéria-prima é o amor.
Quando estamos juntos,
em pensamento,
nossas almas se soltam
e flutuam pelo sempre.

Em 2003 – Destaque Literatura Infantil Sociedade Escritores de Blumenau.

Em 2002 - Menção Honrosa Sociedade Escritores de Blumenau.

Em 2002 - troféu Coruja, Clube Escritores Piracicaba/SP com o poema: TEU CHAMADO.

Em 2002 - 1º lugar no VIII PRÊMIO POESIA E DESENHO LILIA A PEREIRA DA SILVA

Prefeitura Municipal Itapira/SP com o poema: TEU CHAMADO.

TEU CHAMADO

Ouvi teu chamado!
Aqui estou!
A tarde é calma!
Minha alma é serena!
Não estamos próximos, fisicamente,
mas posso sentir tua presença.
A natureza nos une,
pois o ar que respiramos é o mesmo.
O sol que nos aquece é único.
Minha solidão é profunda,
mas gostosa de sentir.
Fecho os olhos
e sinto tua presença.
Teu clamor
chega a minha alma.
Sinto que me chamas.
Eu te respondo
e te aguardo,
para juntos realizarmos
o que já vai em nossas almas.
Quando te encontrar,
não serão necessárias palavras,
mas somente
o murmurar dos nossos olhares,
a serenidade do nosso toque
e a profundidade do nosso beijo.

Em 2000 - Menção Honrosa IV Conc Internacional de Prosa – Mogi das Cruzes/SP.

Em 1999 sua logomarca foi escolhida Curso de Letras (FURB/SC).

Em 1999 - Menção Honrosa Conc. Conto sobre Animais da APA com o conto ILUSÃO.

Em 1999 - Menção Honrosa 1ª Conc Poemas da CAPOSAN com IMEUS MEDOS.

MEUS MEDOS

Tenho medo
do esquecimento.
Tenho medo
de ser esquecida.
Tenho medo
que me esqueçam.
Quero estar viva
no coração
das pessoas que amo.
Quero estar presente
na lembrança dos meus.
Quero saber
que me amam.
Quero que sintam
minha presença,
em minha ausência.
Quero que me amem.

Em 1999 - Destaque Especial 1ª Concurso de Poemas da CAPOSAN pelo conjunto das obra: UMA MULHER DE MUITOS HOMENS, MEUS MEDOS E COBRANÇAS.

Em 1999 - Destaque Especial 1ª Concurso de Poemas da CAPOSAN com poema UMA MULHER DE MUITOS HOMENS.

UMA MULHER DE MUITOS HOMENS

Sou uma mulher de três homens.
Do mais velho sou a amante.
Do mais novo sou o amparo.
Do terceiro sou a cúmplice.
Para o mais velho dou prazer.
Para o mais novo dou carinho.
Para o terceiro dou conselho.
Do mais velho quero amor.
Do mais novo quero afago.
Do terceiro quero amizade.
Mas a todos quero amar
sem medir meu amor.

 

 

 

Todos os direitos reservados a Neida Rocha. Os textos podem ser copiados, desde que citado o nome da autora

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